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Encontro IVE Brasil será realizado nos dias 9,10 e 11 de setembro em MG

13/07/2016

A rede internacional Images and Voices of Hope (IVOH) comunica que, a exemplo do encontro realizado em Nova York anualmente, acontecerá em Minas Gerais o “Encontro IVE Brasil”, um diálogo internacional sobre comunicação e o papel transformador da mídia.

O evento, destinado às pessoas das áreas da comunicação, artes e demais interessados em refletir sobre o papel da mídia e de como gerar conteúdos construtivos em diferentes contextos, contará com a ilustre presença da coordenadora da rede internacional: Judy Rodgers.

No Brasil, o IVOH é conhecido como IVE – Imagens e Vozes de Esperança. Um movimento que reúne comunicadores e artistas que buscam a construção e o incentivo de mídias que contribuem para uma visão mais apreciativa e equilibrada sobre os acontecimentos do mundo.

O IVOH foi fundado em Nova York, em 1999, através da iniciativa da jornalista americana Judy Rodgers, por meio do apoio da Brahma Kumaris Word Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquire e da Visions of a Better World Foundation.

O objetivo principal do encontro é promover um diálogo inspirador e transformador entre profissionais de mídia de variados tipos e veículos (jornalistas, relações públicas, radialistas, fotógrafos, designers, publicitários, produtores de conteúdo multimídia), além de artistas, escritores e cineastas.

O encontro propiciará aos participantes compartilhar histórias e experiências e refletir sobre os impactos que as mensagens têm sobre as comunidades. Um dos temas que será abordado é a narrativa restaurativa, uma nova abordagem que se concentra em contar histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis.

Outro tema em destaque é a cobertura da mídia sobre a tragédia ocorrida na região de Mariana – MG, em 2015, quando pessoas morreram, comunidades e biomas foram afetados, e cidades foram destruídas após o desmoronamento de uma barragem da mineradora Samarco, de propriedade da Vale/BHP Billiton.

Mais informações sobre valores das inscrições serão divulgadas em breve.

Encontro IVE – Brasil

Tema: “Comunicação Construtiva – Novas narrativas em tempos difíceis”

Público: jornalistas, relações públicas, radialistas, fotógrafos, designers, publicitários, produtores de conteúdo multimídia, artistas, escritores e cineastas.

Quando: 9, 10 e 11 de setembro de 2016

Onde: Hotel Fazenda Igarapés/MG

PALESTRANTES

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JUDY RODGERS

Judy Rodgers é a diretora fundadora do IVOH – Images and Voices of Hoje. Durante mais de 20 anos, trabalhou em diversos veículos de comunicação norte-americanos. Desde 1997 é consultora independente, enfatizando o poder do diálogo para apoiar a inovação social e individual, a mudança em toda a comunidade e todo o sistema. Seu foco principal hoje é o constante estudo sobre a dimensão interior da vida e a maneira como a nossa consciência afeta a nossa visão e nossas ações no mundo.

LEILA FERREIRA

Leila Ferreira é formada em Letras e Jornalismo, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Londres. Foi repórter da Rede Globo Minas e durante dez anos apresentou o programa Leila Entrevista, na Rede Minas e TV Alterosa, por onde passaram 1,6 mil entrevistados. É autora best-seller dos livros Viver não dói, A arte de ser leve e Mulheres: por que será que elas…?, publicados pelo selo Principium da editora Globo Livros.

JOÃO PAULO CUNHA

João Paulo Cunha, jornalista que representa uma forte tradição humanística no jornalismo mineiro. Formado em filosofia, psicologia e jornalismo, é um dos profissionais mais respeitados, articulador de amplo diálogo com a universidade, trazendo para o jornalismo espaços de reflexão e promovendo leituras críticas e aprofundadas sobre a cultura. No jornal Estado de Minas, era editor-chefe do “Caderno de Cultura”, do “Caderno de TV”, do “Divirta-se” e do suplemento “Pensar”, que circula aos sábados. Sua coluna, “Olhar”, era leitura obrigatória para intelectuais, artistas e todos os leitores que cultivam o texto crítico, o olhar aprofundado sobre os mais variados temas do pensamento brasileiro.

ÂNGELA MARIA CARRATO DINIZ

Ângela Carrato é jornalista, mestre e doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Possui também formação em Psicanálise.Foi professora da Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC-MG) de 1983 a 1986. Implantou e dirigiu a sucursal do Diário do Comércio em Brasília. Desde 1989 é professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Dirigiu a Fundação TV Minas, Cultural e Educativa (Rede Minas de Televisão), tendo acumulado no período (2003-2005), sua direção de Programação. Coordenou a Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2006-2010). Ficou em segundo lugar no Prêmio Internacional América do Sul (2005), promovido pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e pela Fundação Alexandre de Gusmão, sobre o Tema Integração da América do Sul. No momento dedica-se ao projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão Estação Liberdade e ao blog de mesmo nome.

CHRISTINA CARVALHO PINTO

Christina Carvalho Pinto é uma das maiores lideranças na criação de novas visões para marcas e para o universo da mídia, aliando o poder das ideias ao poder da consciência. Empresária, estrategista, comunicadora e, acima de tudo, revolucionária.

Primeira mulher na América Latina a presidir um mega grupo multinacional, o Grupo Young & Rubicam, que liderou como sócia durante sete anos. Presidente e sócia do Grupo Full Jazz de Comunicação. Líder da plataforma multimídia Mercado Ético, sobre sustentabilidade.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

ANDRÉ TRIGUEIRO

André Trigueiro é repórter na Rede Globo, professor e escritor. Autor dos livros “Mundo Sustentável 2 – Novos Rumos para um Planeta em Crise” (2012) e “Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação” (2005), “Espiritismo e Ecologia” (2009), “Viver é a Melhor Opção – A prevenção do suicídio no Brasil e no Mundo” (2015) e coordenador editorial e um dos autores do livro “Meio Ambiente no século XXI” (2003). É editor-chefe do programa semanal “Cidades e Soluções” , exibido na Globo News desde outubro/2006. É comentarista da Rádio CBN desde 2003, onde apresenta aos sábados e domingos o quadro “Mundo Sustentável”.

PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA, 9/11

18h – Credenciamento

19h – Palavras de boas vindas – Judy Rodgers

19h30 – Atividade cultural

20h30 – Jantar de confraternização

SÁBADO, 10

9h – DIÁLOGO – NARRATIVAS RESTAURATIVAS

Judy Rodgers

10h45 – Intervalo

11h – Reflexões em grupos

12h30 – Almoço

Intervalo para caminhada, recolhimento ou exibição de filme

15h30 – DIÁLOGO – NOVAS NARRATIVAS EM TEMPOS DIFÍCEIS

João Paulo Cunha – A mídia no Brasil

16h – Painel – Experiências na cobertura da tragédia de Mariana – Ângela Maria Carrato Diniz e jornalistas convidados

17h45 – Breve intervalo

18h15 – Leila Ferreira – Inspirações para novas narrativas

19h15 – Reconhecimento IVE de mídias construtivas

20h – Jantar

21h15 – Apresentação cultural

DOMINGO, 11

9h – DIÁLOGO – COMUNICAÇÃO CONSTRUTIVA

Christina Carvalho Pinto (publicidade) Roberto Baraldi (comunicação corporativa)

10h45 – Breve intervalo – café

11h – Diálogo apreciativo

12h – Reflexão de encerramento com Judy Rodgers

12h30 – Almoço e despedidas.

Missão do IVE

A missão do IVE é fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo. Para isso, provoca diálogos e formações para os profissionais da mídia, para que reflitam sobre as escolhas que fazem ao produzir mensagens, notícias e informações que atingem e impactam, de diferentes formas, toda a sociedade. Assim, pretende gerar conteúdos construtivos que contribuam para elevar a confiança pública nas alternativas e soluções para os problemas da sociedade e amplificar a esperança humana para ações que promovam a justiça e a paz social.

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Por uma mídia que traga empatia, engajamento e resiliência em tempos difíceis

09/03/2016

Profissionais de diversas áreas (Economia, Jornalismo, Artes, Cenografia, Engenharia, Administração, Biologia, Marketing) se reuniram nos dias 28 e 29 de novembro de 2015 para refletir sobre o tema “Narrativa Restaurativa (NR) – como resgatar o humano de todos os lados da estória” que expressa fortalecimento, possibilidade e revitalização em tempos de ruptura. O encontro aconteceu na Vila Serra Serena  – sede de retiros da Organização Brahma Kumaris  em Serra Negra, SP.

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Participantes do retiro

Utilizando o diálogo apreciativo e a meditação como ferramentas, as facilitadoras Rosa Alegria e Ana Lúcia de Castro guiaram a conversa durante o fim de semana. Rosa é mestre em Ciências em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston, vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC/SP, mobilizadora do IVE desde 1999 e co-fundadora do Movimento Midia da Paz. Ana Lúcia é coordenadora da escola da Brahma Kumaris em Laranjeiras (RJ), experiente professora de Raja Yoga e ponto focal do IVE na capital carioca.

Para Rosa a NR é um conceito em construção, mas existem palavras que podem expressar seu significado. São elas: restauração, esperança, empatia, engajamento, resiliência e futuro. Para isso é preciso um olhar diferente que traga mudança na comunicação tradicional. É preciso sair do estado de caos, trauma, desolador para um estado de resiliência e empatia. As pessoas não são apenas consumidoras de conteúdo. A NR mobiliza a fazer bater o coração, a coparticipar. Rosa citou o sociólogo Fred Polak: “a ascensão e queda das culturas foram consequências de suas imagens de futuro. Imagens positivas fizeram florescer as culturas, imagens decadentes fizeram destruí-las.”

A NR é orientada na direção do futuro, traz esperança, nutre sonhos e abre caminhos para escolhas. Enquanto a maioria das histórias dá foco ao que foi e ao que nos trouxe até aqui, a narrativa restaurativa dá atenção ao que está por vir. Busca soluções para o conflito e os desafios apresentados. Procura investigar como as pessoas respondem.

O ser e a mídia 

Ana Lúcia ressaltou que o preparo interno antecede a mudança que queremos promover. Ela fez as seguintes perguntas ao grupo: Quem pensa, fala e atua? Quem critica e elogia? Quem conecta, desconecta e reconecta? Quem sou eu e quem é você? Segundo Ana Lúcia, precisamos ir além da superfície para entendermos a alma e a matéria, a consciência de ser o ator e o personagem. Aquele que cria, e seu reflexo, a luz e a sombra.

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Exercício de expansão da consciência

Ela relembrou as palavras de Dadi Janki, coordenadora mundial da Brahma Kumaris, que recentemente completou 100 anos: “Os seres humanos criaram o mundo como ele está hoje. Portanto, está em nossas mãos mudá-lo, caso este seja nosso desejo. Tudo depende da nossa consciência, dos nossos corações.”

E qual o papel da mídia – só informar ou ser um agente de transformação? Como resgatar o humano de todos os lados da estória, se me desconheço? E, em vez de ser o jogador me torno a bola? Estas questões foram aprofundadas e vivenciadas durante o retiro.

O que mudou no mundo e no IVE?

O grupo foi inspirado a fazer um brainstorm sobre o que mudou no mundo em 16 anos de IVE. Em 1999, o mundo ia acabar mas não acabou. Em 2000, surgiu o Google, a informação imediata, o Wikipédia. Em 11 de setembro de 2001, houve o choque que abalou o mundo. A guerra no Iraque e Afeganistão; as redes sociais e o jornalismo digital em 2005; a devastação ambiental e o aquecimento global (Al Gore) eram verdade; os desastres ambientais (Tsunami, Katrina); a morte de Tim Lopes; smartphones; a era da colaboração; diversidade e intolerância; crime organizado; morte do Toninho do PT em 11 de setembro de 2011; morte do Prefeito de Campinas. Hoje estamos (quase) todos conectados, mas temos medo. Vivemos na correria. Experimentamos seca e escassez. O mundo colaborativo se tornou uma realidade. Buscamos o sentido da vida.

O IVE, que nasceu em meados de 1999, foi uma semente no caos. Nessa época, o IVE colocava o foco no que floresce, no construtivo. Buscava inspirar a mídia a ter mais equilíbrio ao noticiar e acabar com a crença que só notícia ruim vende. Era a onda das “boas notícias”. E Judy Rodgers, diretora fundadora do movimento, dizia: “Será que a mídia só tem que dar a notícia? Não, ela tem que transformar.” E para transformar é preciso um olhar mais apreciativo sobre o que está acontecendo ao nosso redor. Ressaltar as histórias de esperança, porque elas existem.

No entanto, a intensidade crescente dos fatos pediu uma nova reflexão sobre como narrar histórias de grande impacto, e até traumáticas, com uma perspectiva restauradora e resiliente. Nesse contexto, desde 2012, o IVE tem explorado o significado e a aplicação da NR na mídia.

O que o grupo pensa sobre a NR?

Na NR você se põe no lugar do outro e considera o princípio do presente alongado. Não apenas relata o fato, mas acompanha os desdobramentos e principalmente como os protagonistas da história conseguiram se recuperar do trauma. Eu vou aprofundar sua história. Eu me coloco no lugar do outro. Existe uma narrativa e existe um ser que tem o poder de transformar.

O jornal deveria ser o guardião dessas histórias. E o que é comum nessas histórias? (1) O poder de transformar. (2) As biografias pessoais e públicas. (3) O jornalismo investigativo, que deve ser preservado. (4) Os impactos em longo prazo. (5) Não estereotipar a comunicação. (6) Suspender o julgamento.

O grupo concluiu que a NR vai muito além da mídia quando consideramos que “todos nós somos mídia”. Somos mídia quando postamos nas redes sociais. Somos mídia quando contamos algo para alguém. E somos narradores restauradores quando conseguimos dar uma notícia triste para alguém sem destruir seu poder de agir.

 

Apesar do diálogo, os participantes ainda revelaram muitas duvidas sobre o significado e aplicação da NR. Uma série de perguntas foi então enviada à Judy Rodgers. Veja a seguir:

Grupo IVE: A narrativa restaurativa parece estar mais restrita ao jornalismo. Mas e sobre as outras categorias (publicidade, artes, comunicação, teatro, etc)? Como podemos aplica-la em outras expressões? Quais são elas?

Judy: Nós acreditamos que a narrativa restaurativa​ se aplica a qualquer gênero de mídia que tem um componente de narrativa. Este ano nosso programa de bolsas irá incluir outras mídias e teremos a chance de ver alguns exemplos de narrativa restaurativa em outras mídias.

Grupo IVE: O que eu quero restaurar?

Judy: A narrativa restaurativa é frequentemente invocada em momentos de trauma no qual as pessoas tenham perdido algo ou tudo – seu senso de autovalor, conexão com a comunidade, sentimento de proteção, esperança no futuro. É isso que esperamos restaurar.

Grupo IVE: Como queremos praticar isso?

Judy: A narrativa restaurativa é uma postura que um praticante de mídia teria no desenvolvimento da história que está no coração do seu trabalho. Para um indivíduo que tenha experimentado algum tipo de “retrocesso” ou crise isso poderia ser uma história interior na mente ou no coração.

​​Grupo IVE: E a nova mídia (mídias sociais)?

Judy: Pesquisas sugerem que as mídias sociais, em particular, favorecem posturas restaurativas em suas mensagens.

Grupo IVE: Se considerarmos a narrativa restaurativa como uma atitude, sua aplicação poderia ser expandida?

Judy: É claro. ​

Grupo IVE: Como a narrativa restaurativa é considerada no Images and Voices of Hope? Seria uma ferramenta? Uma causa? Uma campanha? Uma filosofia? Uma técnica?

Judy: A narrativa restaurativa pode ser mais bem entendida como uma plataforma para abordar narrativas ou histórias. Uma vez que a mídia está no negócio de contar histórias, ela é útil para aqueles da mídia como uma abordagem para o desenvolvimento de narrativas em seus trabalhos. Não é uma causa. Não é uma campanha. Eu não a vejo como uma ferramenta ou uma técnica. É uma forma das pessoas de mídia abordar seu trabalho.

Grupo IVE: Quem serão as vozes inspiradoras desse conceito?

Judy: Aqueles que encontram maneiras de trabalhar com histórias difíceis de forma que eles possam mover outros em direção a um senso de possibilidade, uma postura positiva e esperançosa diante do futuro serão as vozes inspiradoras. Os meios de comunicação que favorecerem essa postura para seus escritores, jornalistas, produtores também serão vozes inspiradoras deste conceito. ​

Grupo IVE: A narrativa restaurativa pode ser aplicada em eventos na área de marketing?

Judy: No grau que esses eventos na área de marketing tenham um componente de narrativa – tanto explícito ou sutil – isso pode ser aplicado ao marketing.

IVE

Imagens e Vozes de Esperança é um projeto internacional que inspira profissionais de mídia a ter uma visão mais apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. Foi fundado em Nova York, em 1999, como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris. 

“Queremos ver exclusivamente o mundo que está esmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa”  Judy Rodgers

30/12/2015

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Narrativa restaurativa é tema do retiro do IVE em Serra Negra nos dias 28 e 29 de novembro

28/10/2015

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Prezado comunicador(a),

Temos o imenso prazer de convidá-lo(a) para o retiro do Imagens e Vozes de Esperança (IVE) que será realizado nos dias 28 e 29 de novembro de 2015 na Vila Serra Serena  – sede de retiros da Brahma Kumaris localizada em Serra Negra, SP.

Em consonância com a reflexão que os profissionais do IVE estão promovendo nos Estados Unidos, o tema do retiro será:

Narrativa restaurativa – como resgatar o humano de todos os lados da estória. Esse novo tipo de narrativa expressa fortalecimento, possibilidade e revitalização em tempos de ruptura.

O objetivo do retiro é propiciar um mergulho sobre o significado da narrativa restaurativa utilizando o diálogo apreciativo e o silêncio como ferramentas. Desfrutaremos da alimentação vegetariana e de uma atmosfera muito propícia para recarregar as baterias.

Para conduzir esse diálogo teremos como facilitadoras:

Rosa Alegria é futurista, palestrante, pesquisadora e consultora. É vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC/SP. Possui mestrado de Ciências em Estudos do Futuro da Universidade de Houston, Clear Lake. É também diretora da Perspektiva-tendências, cenários, estratégias. Mobilizadora e facilitadora do IVE desde 1999 e co-fundadora do Movimento Midia da Paz.

Ana Lúcia de Castro é coordenadora da escola da Brahma Kumaris em Laranjeiras (RJ) e experiente professora de Raja Yoga. Possui mais de 25 anos de prática de meditação e frequentemente conduz os retiros intitulados “Movimento da Criação” na Vila Serra Serena. Participa do IVE desde a chegada dessa iniciativa no Brasil. Organizou diálogos expressivos do IVE na capital carioca.

Hospedagem e alimentação

Brahma Kumaris é uma organização sem fins lucrativos. O valor mínimo sugerido de contribuição para ressarcimento das despesas de alimentação e hospedagem é de R$ 250,00  por pessoa pelo final de semana.   Todos os participantes terão as refeições no retiro, café da manhã, almoço, jantar e frutas nos intervalos.  Não há necessidade de pagamento antecipado ou depósito. 

Inscrição

As inscrições devem ser feitas através do link: http://www.bkumaris.org.br/Serra_Serena_Inscricao/Inscricao_Serra_Serena.aspx?idata=2015-11-27

Horários

A programação do retiro começará no sábado às 9h00 e terminará no Domingo às 13h00 com o almoço. Aqueles que puderem chegar na sexta são muito bem vindos. O horário de chegada na sexta é das 17h00 às 20h00

Local
Centro de Retiros Vila Serra Serena
SP 360 – Rodovia Serra Negra Lindóia, Km 155 – Serra Negra – SP

Mapa: https://bkserraserena.wordpress.com/localizacao/

Contato: retiroserraserena@br.brahmakumaris.org

IVE

O Imagens e Vozes de Esperança – IVE – é um projeto internacional que inspira profissionais de mídia a ter uma visão mais apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. Foi fundado em Nova York, em 1999, como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris.

Comunicadores refletem sobre o papel transformador da mídia

11/09/2015

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A rede Imagens e Vozes da Esperança de Minas Gerais (IVE Minas) realizou no dia 1º de setembro, o diálogo “Narrativas Restauradoras – uma nova perspectiva para a Comunicação”, com a jornalista Débora Junqueira, coordenadora de comunicação do Sindicato dos Professores (Sinpro Minas) e ativista do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. O encontro foi realizado na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte, e reuniu jornalistas, publicitários e estudantes de comunicação.

O objetivo do encontro foi apresentar e descrever as principais características deste novo gênero de jornalismo que se concentra em contar histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis. Esse é um tema em estudo nos Estados Unidos, apoiado pelo Images and Voices of Hope (IVOH), uma rede internacional de comunicadores e artistas. Em junho, a jornalista Débora Junqueira participou do encontro da Cúpula do IVOH, em Nova Iorque, onde divulgou as experiências positivas com as mídias do Sindicato dos Professores como a revista Elas por Elas e o programa de TV Extra-Classe.

2015-09-01 19.31.08Para a jornalista Maria Cecília Alvim, coordenadora do IVE Minas, a proposta do estudo contribui para uma formação mais educativa para a mídia, que nos faz repensar a nossa profissão, o impacto que causamos na sociedade e em nós mesmos quando contamos uma notícia. “Há muito mais histórias e imagens para mostrar. Não é só reportar o que acontece no mundo. O nosso papel é também promover mudanças, diálogos que possam inspirar as pessoas se transformarem positivamente, influenciando a transformação de outras pessoas”, afirmou.

Um dos princípios da rede é resgatar a verdadeira força da mídia como agente de transformação social e valorizar iniciativas onde os produtores de mídia têm um papel de agentes de benefício da humanidade. “A mídia deveria estar a serviço das causas comunitárias e não voltada para interesses pessoais ou de grupos econômicos e manipulação política. Há uma necessidade de crítica da mídia que chama a atenção para o que está errado e o que precisa ser melhorado, mas também há grande valor em mostrar conteúdos que atuam como uma força para a transformação da sociedade”, avaliou Débora Junqueira.

A jornalista compartilhou alguns aspectos do tema em estudo, explicando que uma narrativa restauradora é uma história que mostra como as pessoas e as comunidades estão aprendendo a reconstruir e recuperar depois de experimentar momentos difíceis como uma tragédia ou situação de pobreza, etc. “Estes tipos de narrativas, em vez de focar só no que está deteriorado, concentram-se no que está sendo reconstruído, levando às pessoas ou comunidade a uma ação positiva. Essas histórias podem ser contadas através do jornalismo, publicidade, documentário, fotografia e até em games”, explicou.

O grupo que participou do encontro foi convidado a fazer um diálogo apreciativo e expressar suas experiências com a mídia. “Esse compartilhar é importante como uma forma de ampliar nossas vivências e conhecimentos para a construção de uma mídia mais humana e empoderadora”, opinou a jornalista Adriana Borges.

Evento reúne jornalistas e artistas esta semana em BH

30/08/2015

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Narrativas restauradoras – uma nova perspectiva para a comunicação” é o nome do encontro que a rede IVE – Imagens e Vozes de Esperança promove no dia 1º de setembro, terça-feira, às 19 horas, na Casa do Jornalista. À frente do evento estará Débora Junqueira, jornalista com especialização em telejornalismo e gestão de políticas públicas para as mulheres.

O objetivo do encontro, explica Débora, é refletir sobre um novo gênero de jornalismo que se concentra em histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis. O tema é foco de estudos nos Estados Unidos, apoiado pelo Images and Voices of Hope (IVOH), uma rede internacional de comunicadores e artistas.

Débora é coordenadora de Comunicação do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), membro da coordenação do núcleo mineiro do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, participante da rede Imagens e Vozes de Esperança (IVE Minas) e ex-diretora da Casa do Jornalista.

A entrada é franca. Confirme sua presença através da página do evento no Facebook.

Serviço:
Narrativas restauradoras – uma nova perspectiva para a comunicação
Data: 1º/09, terça-feira
Horário: 19 horas
Local: Casa do Jornalista, avenida Álvares Cabral, 400
Entrada gratuita.

Diálogo “Impactos da Mídia na Sociedade” reuniu estudantes e profissionais em BH

18/09/2014

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No dia 12 de setembro, no Teatro do Icbeu em Belo Horizonte, jornalistas e profissionais da comunicação de Belo Horizonte participaram de um diálogo internacional sobre a mídia e seus impactos na sociedade.

O evento foi promovido pela rede internacional Images and Voices of Hope (IVOH), no Brasil Imagens e Vozes de Esperança (IVE), com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).

O diálogo contou com a presença de Gayatri Naraine. Instigaram o debate os jornalistas Roberto Baraldi, Ivana Moreira, Kerison Lopes, o designer Gustavo Greco, e também lideranças da rede IVE em Minas e da organização Brahma Kumaris.

ceciCecília Alvim, coordenadora do Ive Minas, abriu o evento enfatizando a importância de olhar para a realidade de frente, sem tentar disfarça-la ocultando ou ignorando fatos negativos. O problema levantado por todos os participantes foi a questão da mídia se direcionar apenas na difusão das notícias ruins. Durante a abertura do diálogo internacional, Cecília destacou que notícias ruins paralisam, desestimulam, deprimem. Entretanto, dependendo da forma como são transmitidas, podem ser os germes de esperança, a partir do momento em que sejam tratadas do ponto de vista da busca de reconstrução, criando mensagens restauradoras.

Com a tradução de Patrícia Schmidt, Gayatri Naraine destacou catástrofes ocorrem e que, enquanto a mídia mostra imagens repetidamente do fato e suas repercussões, grupos de pessoas se mobilizam em torno da superação e de como lidar com ela. “A mídia nos informa sobre as tragédias, o que é importante. Ela nos oferece números em torno delas, mas em pouco tempo se desloca para outras histórias. E negligencia quanto ao que é realizado em prol da superação daquela tragédia”, aponta. Segundo Gayatri, a mídia se esquece de nos contar o que é possível fazer a partir daquela história e perde a chance de oferecer o estímulo para a superação do trauma gerado em torno daquele acontecimento.

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Gayatri lembrou ainda que jornalistas e comunicadores, que são treinados dentro da ética, já começam a se preocupar com o resultado de seu trabalho. O questionamento em torno dos rumos que a mídia está tomando é um ponto que requer atenção constante, pois é preciso saber quem vai acreditar nessa mensagem que gera traumas. Partindo desta dúvida, o IVE se propõe a ajudar na construção de mensagens restauradoras, funcionando como um reestruturador de esperança.

O jornalista Roberto Baraldi destacou que é importante jogar os olhos no pós-tragédia, uma vez que ela pode ser um ponto de partida para a reconstrução de uma realidade melhor que a anterior.

Gustavo Greco lembrou que a solução de um problema se encontra dentro dele mesmo, na maioria das vezes. “A vida muitas vezes nos oferece uma lata de sardinha, como ingrediente. Cabe a nós, aprendermos a preparar os melhores pratos com ela”, incentivou.

Como diretiva para assegurar o espírito esperançoso dos tempos em que se escolhe a profissão de jornalista, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Kerison Lopes, sugeriu que o profissional sempre se lembre do que o fez escolher esta carreira. De acordo com ele, nos momentos de maior pressão e que podem desestimular a busca pela informação de qualidade, é fundamental que o indivíduo se recorde das suas motivações para estar ali.

Já a editora-chefe da revista Veja BH, Ivana Moreira, foi categórica ao afirmar que é possível sim edificar uma carreira construtiva, mesmo trabalhando nos veículos mais tradicionais. Segundo ela, tudo depende da habilidade de alinhavar uma narrativa equilibrada, que dê voz a todas as partes envolvidas no fato. Para isso, a editora destaca que é preciso ser repórter a todo o momento e procurar enxergar boas pautas nas diversas situações do cotidiano. “Nenhum editor, por mais tradicional que seja, deixa de publicar um material bem trabalhado e investigado pelo jornalista. Para isso, é preciso acreditar no que se está fazendo e dedicar um bom tempo na pesquisa e análise do material”.

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O diálogo foi encerrado com a participação da plateia fazendo perguntas e comentários. E a consolidação da proposta da reflexão em torno dos impactos que o trabalho do comunicador leva para o público. Enquanto a mídia se mantém presa à prática de apenas relatar a aspereza da realidade, ela funciona como elemento fomentador de traumas, desânimo, aprisionando a sociedade na ideia de que o mundo é ruim e não se pode fazer nada quanto a isso. A proposta do IVE é levar esperança para as pessoas através de narrativas reconstrutoras, a partir da constatação de que é possível estimular a os indivíduos a fazer coisas enriquecedoras, inspirando-os. Ninguém precisa ficar preso ao fato de que há coisas ruins. Pode-se ir além, quebrar barreiras e partir para tirar todas as lições que um episódio negativo pode oferecer.

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Fotos: Mark Florest

Texto: Zilda Assis