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Diálogo “Impactos da Mídia na Sociedade” acontece dia 12 de setembro em BH

02/09/2014

Dia 12 em BH

No dia 12 de setembro, no Teatro do Icbeu em Belo Horizonte, jornalistas e profissionais da comunicação de Belo Horizonte terão a oportunidade de participar de um diálogo internacional sobre a mídia e seus impactos na sociedade.

O evento é promovido pela rede internacional Images and Voices of Hope (IVOH), conhecida no Brasil como Imagens e Vozes de Esperança (IVE), com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).


 

QUEM DIALOGA

O diálogo vai contar com a presença de Gayatri Naraine. Para instigar o debate, estarão presentes os jornalistas Roberto Baraldi, Ivana Moreira, Kerison Lopes, o designer Gustavo Greco, e também lideranças da rede IVE em Minas e da organização Brahma Kumaris.

Gayatri
Gayatri Naraine


Uma das principais lideranças do IVOH (IVE). Conduz diálogos IVE na África, Malásia, Estados Unidos, e também em outros países. É representante da Brahma Kumaris nas Nações Unidas.

 

Kerison
Kerison Lopes

Jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

 

 

Ivana Ivana Moreira

Editora-chefe da Revista Veja BH. Foi diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e correspondente em Belo Horizonte dos jornais O Estado de S. Paulo e Valor Econômico.

 

 

baraldiRoberto Baraldi


Diretor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e assessor de Comunicação Corporativa do Grupo Fiat no Brasil.

 


Gustavo Greco
Gustavo Greco


Diretor da Greco Design, agência que conquistou pelo 2º ano consecutivo um leão no Cannes Lions. Greco é também diretor da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign).

 


IMAGENS E VOZES DE ESPERANÇA

O IVE é uma conversa global sobre o papel dos profissionais da comunicação na elaboração das imagens e mensagens que impactam a vida das pessoas, e sobre como a mídia pode contribuir para transformações significativas no mundo.

SERVIÇO

12/09/14 – sexta – 9h30 às 11h30

Local: Teatro do Icbeu

Rua da Bahia, 1723 – Lourdes – Belo Horizonte/ MG


Público-alvo: Profissionais e estudantes de Comunicação e Artes


ENTRADA FRANCA

Vagas limitadas. Receba um lembrete sobre esse evento e garanta a sua vaga! Envie uma mensagem informando o seu nome completo, ocupação, empresa onde trabalha ou faculdade onde estuda, telefone e e-mail para iveminasgerais@gmail.com. Coloque como assunto “QUERO PARTICIPAR”.


Realização: IVE Minas


 Apoio:

Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais   Aberje  Brahma Kumaris  Universidade UNA   Minas Marca


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Diálogo “Impactos da Mídia na Sociedade” com Gayatri Naraine em BH no dia 12 de setembro

01/09/2014

image (IVE-BH)

IVE participou da “Conferência Educação do Futuro” com a palestra POR QUE É TÃO CRUCIAL TRANSFORMAR A MÍDIA por Christina Carvalho Pinto

30/03/2014

http://new.livestream.com/accounts/3279001/events/2840246/videos/45668516

Nesta exposição, Christina reflete sobre os eixos implodidos do sistema vigente (educação, universo corporativo, sociedade de consumo, auto-percepção, etc.) e o papel atual da mídia como, simultaneamente, espelho e turbinador desse sistema negativo. Delineia um novo e urgente papel para a mídia, em que o entretenimento e a informação devolvem ao ser humano seu Poder original e contribuem para a criação de uma nova e positiva realidade.

Christina Carvalho Pinto é mundialmente reconhecida por seu trabalho voltado à expansão da consciência humana através da mídia. Sócia-fundadora do Grupo Full Jazz de Comunicação (www.fulljazz.com.br), referência no setor pela soma de Ética e Criatividade. Christina lidera no Brasil o portal Mercado Ético (www.mercadoetico.com.br), eleito em 2013 o VEÍCULO DO ANO EM SUSTENTABILIDADE pelo Prêmio HSBC de Jornalismo. Presidente da CONTEÚDOS COM CONTEÚDO, empresa que cria e produz conteúdos inovadores e transformadores para todas as mídias. Co-fundadora da iniciativa SHIFT – AGENTES TRANSFORMADORES (www.shift.org.br).

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Mensagem de Ano Novo do IVE

20/12/2013

Mensagem de Ano Novo do IVE

O mundo que temos. Qual o mundo que queremos?

13/12/2013

Por Nádia Rebouças

Disponível em: http://www.reboucaseassociados.com.br/boomerang/

Nas últimas décadas a população mundial cresceu exponencialmente e assim multiplicamos algumas vezes nossos problemas econômicos, sociais e ambientais. Para aumentar a complexidade, os conectados cheio de informações, começaram também a ser cheios de opiniões e foram mudando suas escolhas de credos, estilos de vida, valores. Temos os corruptos, que são aqueles que não acreditam em nada, iguais aos traficantes e bandidos, usam as tecnologias, mas acreditam apenas em se dar bem.

Existem os que vão para rua empunhando cartazes demonstrando o inconformismo com a não conversa dos governos, que de repente, parecem velhos, muito velhos! Mas, não são somente os governos que esse ano ficaram mais velhos, todas as instituições e também as empresas estão mais ameaçadas pelos novos tempos.

Existem os vegans, vegetarianos, macrobióticos. E claro, os carnívoros.  Os defensores dos animais, os do meio ambiente em geral, de várias espécies de fauna e flora. Os preservacionistas e os que tentam encontrar soluções harmônicas entre o tal progresso e a preservação. Os que vêem nas grandes catástrofes as ameaçadas há tanto tempo anunciadas. Os espiritualistas. Os defensores do direito das mulheres, dos negros, da menoridade ou maioridade penal, dos agrotóxicos, dos orgânicos, dos índios, do parto natural, da água, contra o consumo, contra a propaganda infantil, a favor do casamento homossexual, os apavorados com o aquecimento global, etc. Temos também os times de futebol, partidos políticos e religiões. 

A conversa está difícil por todo canto do planeta. De qualquer forma muitas tribos estão lutando para que o ser humano perceba novos paradigmas que ajudem a salvar essa geração 400 ppm, conforme artigo no blog de André Trigueiro (httpi://migre.me/ewoxc).  Alguns já percebem causas sistêmicas. No meio dessa sociedade civil, que cada vez mais se organiza por “causas” estão as grandes corporações que não tem fronteiras e por isso estão presentes em toda parte e para qualquer tribo. 

A propaganda que garantiu o crescimento dos mercados por tantos anos e o jornalismo oficial e autorizado, aparecem muitas e muitas vezes sem sentido, destoando das vozes que se espalham pelo facebook, blogs, mídia ativistas, ou seja, por toda uma rede que se intitulou de social, ou seja, da sociedade múltipla e complexa.

As corporações pesquisam e procuram saber como envolver, ou mesmo satisfazer, essas diferentes tribos que se espalham por aí. Os partidos políticos se esmeram nos seus programas de propaganda política para tentar se unir às novas vozes das ruas. O mais difícil é perceber quais dessas tendências vão se firmar, ganhar massa crítica. Isso pode efetivamente mudar as estratégias de governo e das empresas. Matar produtos, acabar com marcas há muito tempo estabelecidas etc. As marcas têm todo poder, mas também nenhum poder, se grandes massas resolverem não comprar mais seus produtos. Por isso, todo o tempo, tem um batalhão de pesquisadores analisando comportamentos, lixos de residências, visitando a casa dos “consumidores”, tentando compreender o que determina a razão de compra de um produto ou uma marca. Outro batalhão está nos laboratórios desenvolvendo novos produtos e com o olho nos custos, na rentabilidade. Já temos, muitas vezes, tecnologia avançada que resolveria um problema aqui e outro acolá, mas vale a pena mudar esse produto já? Quanto se ganha se sim, se não? E o lucro dos acionistas? Em quase nenhuma dessas decisões vamos encontrar a variável direitos humanos ou sustentabilidade como prioridade.  Quem manda é a lógica de curto prazo do sistema. 

Os níveis de consciência estão mudando. Os hábitos e estilos de vida estão em transformação.  As mães mudaram. Existe uma vanguarda mudando a forma de comer, de tratar da saúde, de consumir, de nascer, de morar, de comprar, de se locomover, de viver junto. Estamos mudando efetivamente nossa leitura de rótulos, nossa escolha de alimentos. As empresas que inovarem vão ganhar?    

Estão também em mudança as formas de trabalhar e nisso ponho muita atenção e estudo. Gastamos 10, 12, 16 horas com trabalho, e aí tem uma tensão colocada que pode ter seu junho de 2013 pela frente. Tempo é o desafio. E ele é complicado pela terrível mobilidade urbana.   

Colaboradores de empresas são cidadãos. Colaboradores conscientes, de várias áreas, estão contribuindo para a transformação dentro das empresas. Bons diagnósticos, comunicação interna, comunicação face a face, responsabilidade social, meio ambiente vem sofrendo pela crise econômica que estamos vivendo.  Os processos, com colaboradores, que co-criem o futuro, só tem a contribuir para esse extenso processo de mudança do qual nenhuma empresa passará incólume. 

Perdeu-se em 2013 o medo de ter opinião e com isso há uma determinação de pensar e escolher como queremos viver.  Reputação das marcas tem cada vez mais importância para a construção dos business do futuro, mas precisamos estar abertos a quais os valores que a sociedade brasileira vai escolher, ou está escolhendo.

 

 

Imagens e Vozes de Esperança explora e define narrativa restauradora durante cúpula em Nova York

02/11/2013

Fonte: http://ivoh.org/exploration-of-restorative-narrative/

Resolver os atributos de conceitos complexos nunca é fácil, e as primeiras explorações da “narrativa restauradora” do Images and Voices of Hope – IVOH (Imagens e Vozes de Esperança – IVE) não foi diferente.

Talvez por isso, este conceito ressurgiu na sala quando o professor de jornalismo e membro do conselho do IVOH Jon Funabiki (foto) sugeriu que fizéssemos uma lista de “o que é possível e o que é impossível” para nos ajudar a definir esse gênero de mídia emergente.

“Sem brilho”, Funabiki começou, ecoando a visão da fundadora do IVOH – Judy Rodgers, quem primeiro teve uma ideia organizada sobre a narrativa restauradora insistiu estar frequentemente enraizada na realidade dolorosa.

“Baseada no conhecimento”, Funabiki adicionou, escolhendo um dos elementos listados pelo professor de Harvard -Tom Patterson – uma vez que ele discutiu isto em seu próximo livro a ser publicado: “Informing the News.”

Funabiki, Rodgers e Patterson estavam entre muitas dezenas de participantes, em uma reunião do IVOH promovido em agosto em Catskills, Nova York, para examinar a ideia de narrativa restauradora e debater as formas de como o IVOH poderia incentivar sua prática.

Lendo em seu caderno, Funabiki adicionou poucos atributos a mais: “não tão especificada”, “autêntica”, “que leva a resultados positivos”, “jornalismo com propósito e intenção”.

Ele também colocou algumas coisas sobre “o que está fora” da lista, incluindo: “feliz e ilusório”, “exclusivo foco no negativo”, “que leva ao desespero.”

Apesar de não ser especialmente visível no atual cenário da mídia, a narrativa restauradora é uma ideia que, de uma forma ou de outra, tem sido discutida há algum tempo. Outras organizações estão perseguindo formas de mídia com sobreposição significativa, incluindo  The Solutions Journal e  Solutions Journalism Network e os líderes do IVOH manifestaram interesse em colaborar com esses empreendimentos. Keith Hammonds, diretor de operações da  Rede Jornalismo de Soluções, participou do encontro do IVOH.

Muito do que estava na lista de Funabiki poderia ser dito por meio de formas de jornalismo e mídia, é claro.

Como o grupo discutiu várias histórias e documentários, nós rapidamente identificamos as maneiras de como as histórias eram diferentes. Ficou claro que essas histórias não se limitaram a transmitir fatos, mas ajudaram a transformar a situação. Percebemos que eles não se importaram com o sofrimento humano – nem que eles ignoraram isso – mas eles olharam além daquilo para ver o que viria depois.

Narrativa restauradora – definida e desconstruída

Muitas questões permanecem, mas a definição efetiva surgiu: “Narrativa Restauradora” é uma investigação honesta e sustentada que revela oportunidade em tempos de ruptura. Ela expressa fortalecimento, possibilidades e revitalização.

Roberta Baskin, presidente do conselho do IVOH, sugeriu reduzir até seis palavras, talvez estas: “Narrativa Restauradora revela oportunidade no rompimento”.

Aqui estão algumas características que, consideradas em conjunto, ajudam a diferenciar este tipo de trabalho da maioria dos tipos de narrativa:

É voltada para o futuro. Isto destaca esperança e escolha. Enquanto a maioria das histórias se concentra no que nos trouxe até onde estamos, uma narrativa restauradora presta especial atenção ao que virá a seguir. Isto procura por resolução. Conflitos e desafios são necessariamente parte da história, a diferença é que a história centra-se em como as pessoas reagem.

Assista ao vídeo The New York Times sobre a Maratona de Boston bombardeando o sobrevivente Jeff Bauman.  A história não é sobre ele ter perdido as pernas nas explosões, é sobre ele aprender a encontrar um novo equilíbrio nas pernas protéticas.

Ela considera o efeito da narrativa sobre a audiência. Uma história pode mudar sua audiência. Isso pode ficar com o público, um lembrete constante de que é possível. Como várias pessoas mencionadas, testemunhando um ato de bondade tem um efeito sobre alguém – eles ficam mais preparados a fazer algo do tipo. Narrativa reconstituinte procura esse efeito, é deliberada sem ser manipuladora.

Os participantes visualizam uma reportagem do CBC sobre um estudante que retornou ao colégio depois de ter abandonado.

É autêntica. Narradores podem ter que olhar com mais atenção para a narrativa restauradora, e eles podem ter de fazer perguntas diferentes para encontrar isto. Mas o processo deve ser intelectualmente honesto, enraizado em uma investigação, em vez de um argumento. Este quadro não pode ser imposto a cada história. Narradores não podem encobrir importantes desafios e perguntas.

Em uma autêntica narrativa restauradora, a esperança vem de dentro. Ouça Dan Grech e a história de rádio de Kenny Malone sobre um momento inesperado de esperança no período subsequente ao terremoto no Haiti. Os personagens da história são elevados e nós junto a eles.

É sustentada. O tempo é um fator-chave para a descoberta de uma narrativa restauradora. A história de um desastre não tem que terminar com o último funeral ou um momento de silêncio. A história de Jeff Bauman teria sido diferente se tivesse sido dita depois de algumas semanas, em vez de poucos meses. É difícil ficar com uma história quando não há eventos óbvios que levem adiante, quando você não pode ver para onde está indo. Como contadores de histórias, podemos prestar atenção o tempo suficiente para ver os sinais do novo normal?

Desperta um sentimento de conexão humana. A narrativa restauradora ressoa com o público, fazendo com que se sintam conectados às suas comunidades. Ela cria um fórum de discussão, talvez literalmente. E lembra as pessoas do que elas podem realizar trabalhando juntas.

É ação-orientada, mas não prescritiva. A narrativa restauradora autoriza o público a agir, mas não necessariamente defende uma solução particular. A ação pode variar, isto poderia ser tão básico como permitir que pessoas se conectem a outros membros de sua comunidade ou para ajudar as vítimas de um desastre. Talvez ela traga um enorme problema social, como a praga do Detroit, conduz ao perfil humano por mostrar como algumas pessoas estão melhorando os blocos ao redor delas. A história pode preparar as pessoas para lidar com seu próprio sofrimento.

Narradores podem querer considerar um forte plano de ação pós-publicação. Filipe Lauri, um dos criadores de “After the Factory”, que mostra semelhanças entre a cidade polonesa de Lodz (pronunciada “woodge”) e Detroit, disse que sua equipe está direcionando alguns dos procedimentos do filme para iniciativas comunitárias.

Martha Bebinger, repórter da rádio WBUR cujo relatório sobre “dano moral” foi revisto pelo grupo, perguntou como os jornalistas podem distribuir melhor seu tempo entre as responsabilidades conflitantes de buscar novas atribuições versus a adesão com longos prazos.

É sensível para a comunidade. Na consequência de uma tragédia, as pessoas estão frequentemente procurando respostas e formas de ajudar. A narrativa restauradora pode ajudar com ambos (embora respostas não possam vir tão rapidamente como as formas de ajudar). Os melhores contadores de histórias entram em sintonia com a comunidade para saber o que as pessoas estão procurando nesse momento. Se não, é um risco contar uma história que soa falsa ou não respeita o que a comunidade passou.

Revela algo universal, já localizado. As mais comoventes histórias, mais memoráveis ​​nos conectam a uma verdade universal ou experiência. A narrativa restauradora pretende abordar uma experiência comum, a verdade ou sentimento que revela algo sobre um tema universal, bem como o foco específico da mídia no trabalho.

O documentário de Lorie Conway, “Beatrice Mtetwa and the Rule of Law“, incide sobre o advogado de direitos humanos no Zimbabué, que serve como o personagem principal do filme, mas também destaca o tema universal do “A regra de lei” que suporta a relevância do filme para circunstâncias longe de Harare.

É movida pelo personagem. Não é apenas um personagem forçado, mas o certo. Discutindo uma série de histórias ele supervisionou pela Canadian Public Television, Eric Le Reste descreveu como ele guiou seus repórteres em uma história sobre um adolescente que tinha abandonado a escola, depois voltou e estava prestes a se formar. De repente, a suposta linha da história foi interrompida quando o aluno trapaceou em um teste.

A medida que o relato se desenrolava, o personagem principal passou de aluno a diretor da escola que se recusou a desistir do jovem. E, às vezes, como ilustrado na “After the Factory”, é algo diferente de uma pessoa – neste caso, algumas cidades – fazendo o papel de personagem principal.

Procura por causas profundas. Muitas histórias tratam dos sintomas e os efeitos; narrativa reconstituinte precisa do contador de histórias para olhar mais fundo. Lorie Conway poderia ter produzido um documentário sobre a pobreza, a violência e a decadência em andamento nas mãos do Presidente Robert Mugabe. Os cineastas olharam para o que estava escondido por trás na decadência de uma sociedade e achavam que era a erosão do estado de direito.

Alguns riscos inerentes a esse tipo de narrativa

A maioria dos problemas potenciais que imaginamos envolver insuficiente honestidade intelectual – sucumbir à tentação de deixar a melhor das intenções sobrecarregar os fatos da matéria. Alguns exemplos:

Exagerando. Nem toda busca por uma narrativa restauradora vai encontrar alguma coisa. Com a investigação, em vez de argumento como técnica para guiar, o produtor de mídia está melhor equipado para aprofundar o relato na realidade. O tempo é importante. Especialmente na sequência de acontecimentos violentos ou trágicos, narrativas restauradoras muitas vezes levam tempo para tomar forma.

Falta de contexto. Os autores de uma narrativa restauradora podem ser tentados a omitir detalhes que complicam ou entram em conflito com o arco da história. Decisões inteligentes sobre o que deixa de fora é uma característica da boa contação de histórias, narrativas  restauradoras, muitas vezes se concentram mais na esperança à frente do que no horror por trás. Mas levar isso resulta numa distorção que não serve a ninguém.

Entender as principais partes interessadas é a chave. Descrevendo a forma como os jornalistas no Newtown Bee cobriam o tiroteio Sandy Hook, o repórter Nova Yorkino informou que o Editor do Curtiss Clark “queria a função de chamar a comunidade em conjunto, para recuperar a sua rotina.  Na elaboração de uma narrativa redentora, Bee evitou grande parte da história. Durante semanas, o jornal simplesmente focou em documentar atos de benevolência.”

Alguém poderia argumentar que o resto da história foi sendo amplamente coberta por outras mídias. É importante dizer para a audiência, talvez explicitamente, o que está sendo deixado de fora.

Os falsos positivos. Narrativa restauradora não significa que os mocinhos vençam, ou que a narrativa positiva promovida por uma empresa ou comunidade deva ser aceita sem questionamentos. Especialmente quando um ângulo elevado serve de interesses particulares, o ceticismo é chamado tanto na narrativa restauradora como em outras formas de narrativa de não-ficção.

Jornalistas não são treinados para fazer esse tipo de trabalho. A maioria dos jornalistas foram treinados, no trabalho, se não na sala de aula, para começar os seus relatos com foco em um problema. Apesar de eficaz na medida em que vai, essa abordagem muitas vezes não consegue descobrir o arco completo da história. Outras abordagens (IVOH favorece o método da Investigação Apreciativa) busca o que está funcionando e vai exigir nova formação.

Narradores restauradores são provavelmente um grupo auto-seletivo. Jornalistas que acreditam ser contadores de histórias, não são jornalistas farejadores de notícias ou analistas de sistemas que vão querer fazer este tipo de trabalho. Alguns já são.

Como uma organização, IVOH é focada em todas as formas de mídia, incluindo a música, as artes e a publicidade, bem como o jornalismo. A apresentação do artista Riki Moss e uma  apresentação liderada pelo violoncelista Michael Fitzpatrick promoveu discussão na narrativa restauradora nessas mídias. Mas para a maior parte, esta investigação inicial requer foco em várias plataformas jornalísticas.

(Bill Mitchell contribuiu com esse relatório)

Comunicação para a paz

11/10/2013

Comunicação para a paz

Caros amigos, comunicadores, agentes de mudança, recomendo com muita energia a sua participação nesse encontro com o Professor Edvaldo Pereira Lima, domingo, dia 13 de outubro, aqui em São Paulo, na sede da Associação Budista Soka Gakkai. Edvaldo é pioneiro no Brasil e no Mundo na criação de um programa de âmbito universitário, dedicado à formação de comunicadores comprometidos com a Paz. Imperdível! Convite anexo para sua inscrição e divulgação!

Abraços, Rosa Alegria